Caminhão Ford movido com uma turbina a gás é encontrado após mais de 40 anos escondido

Depois da feira, o caminhão ainda rodou todo o país em uma campanha promocional da Ford, que concorria com a GM na época para o desenvolvimento de caminhões com turbinas a gás. Porém, o caminhão acabou desaparecendo, e ficou por mais de 40 anos totalmente oculto.
Seguindo algumas pistas na internet, e conversando com pessoas que viram o caminhão de perto, o jornalista Peter Holderith, do portal The Drive, conseguiu localizar o caminhão, e obteve contato com o proprietário, que, apesar de contar a história do veículo desde que ele desapareceu, ainda quer ficar totalmente anônimo.
O caminhão é apelidado de Big Red, e teve uma história interessante até chegar ao proprietário atual, que fez uma restauração completa do veículo, e o guarda em segredo há quarente anos. Fazem praticamente 20 anos que o motor não é ligado, mas está em perfeitas condições.
Depois de ter rodado o caminhão por todo o país, o caminhão participou da feira The Omni, em Atlanta, no ano de 1970. Para poder participar da feira, todos os líquidos do veículos foram drenados, isso incluiu o óleo do motor e do radiador.

Na volta para Detroit, o caminhão que estava rebocando o Big Red acabou quebrando perto da oficina da Holman-Moody, que era uma equipe de corrida patrocinada pela Ford. O pessoal da montadora pediu que o caminhão fosse guardado lá até que um novo transporte fosse providenciado.

Como o caminhão era muito pesado e grande, motores convencionais não puderam ser adaptados, em substituição à turbina destruída.
O caminhão permaneceu sem uso até o final da década de 1970, e como ocupava muito espaço, foi colocado à venda pela Holman-Moody. Foi nessa época que o proprietário atual comprou o caminhão, que estava muito mal cuidado.
O comprador se apaixonou pelo caminhão desde a Feira Mundial, quase 20 anos de comprá-lo, e após a compra, planejou cuidadosamente uma restauração completa do caminhão.

Por se tratar de um protótipo, o caminhão não foi construído para ser desmontado, o que acabou dificultando muito o trabalho de restauração. Além disso, as peças são grandes e pesadas, como a cabine, que é construída totalmente em fibra de vidro.
Atualmente, o caminhão está guardado em uma garagem especial, em local ainda desconhecido, e não tem mais as carretas que rebocava.

A última vez que o motor foi ligado foi no ano 2000, mais ou menos. A operação de ligar um motor experimental tão delicado é complexa, e qualquer falha pode fazer com que a turbina derreta novamente.
O mais legal disso tudo é que a história está preservada. Geralmente os veículos conceito, como o caso deste caminhão, são totalmente destruídos pelas montadoras, e poucos registros ficam para as futuras gerações.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
