Quase 60% dos caminhoneiros apoiam a possibilidade de uma greve

O resultado é ligeiramente mais baixo ao registrado em setembro, em outra pesquisa, onde 63% de 1.600 profissionais demonstravam apoio ao movimento.
Ao serem questionados sobre o interesse em aderir às paralisações, 54% dos respondentes se mostraram a favor. Na pesquisa realizada em setembro, apenas 45% responderam que iriam parar os seus trabalhos.
O estudo identificou a possibilidade de adesão dos caminhoneiros nas diferentes regiões do Brasil. No Nordeste, 61% dos respondentes afirmam que vão parar as atividades. No Norte, 56% são também a favor e no Sudeste, este número é de 55%. Já no Centro-oeste, a maioria (55%) afirma o contrário, que não vão participar das paralisações. Na região Sul, as opiniões estão divididas: 51% afirmam que não vão aderir e 49% dizem que participarão.
Onde a greve encontra mais resistência
Entre os estados onde foi registrado o menor interesse em participar da greve, o Mato Grosso do Sul se destaca, já que 65% dos respondentes afirmam que não apoiam o movimento.
Em Goiás, são 54% os que afirmaram ser contra a paralisação, enquanto no Mato Grosso, este número é de 53%. Já no Paraná, no Distrito Federal e em Santa Catarina, 52% dos caminhoneiros dizem não ser favoráveis à greve.
No Rio de Janeiro, as opiniões estão divididas: 51% afirmam que não vão aderir ao movimento e 49% dizem que vão parar as atividades.
“Nós sabemos o quanto a alta do diesel impacta o trabalho dos caminhoneiros e estamos comprometidos a ajudar os motoristas a melhorar o faturamento. Por isso, lançamos a nossa calculadora de custos, que ajuda eles a analisarem as despesas antes de negociar o frete e brigar por preços melhores. Com esse conhecimento em mãos, esperamos que os caminhoneiros consigam minimizar o impacto dos aumentos sucessivos no valor do diesel”, afirma Bruno Hacad, Diretor de Operações da FreteBras.
Maioria da aderência à greve é destaque, principalmente, no Nordeste
Dos estados do Nordeste onde foi registrada maioria de respondentes com intenção de aderir à greve, se destacam o Ceará, já que 65% dos caminhoneiros foram favoráveis ao movimento e Pernambuco, com 61% de apoiadores. No estado baiano, 60% dos caminhoneiros afirmam que vão deixar de trabalhar em novembro e na Paraíba, este número cai para 53%.
Em São Paulo, 57% afirmam que vão aderir à greve. No Espírito Santo e Rio Grande do Sul, 55% dos caminhoneiros dizem ser a favor da paralisação. Em Minas Gerais, os apoiadoras são também maioria, com 54%.
No Pará, 63% dos respondentes da pesquisa disseram que pretendem parar de realizar suas atividades durante a greve de 1º de novembro.
Metodologia
O estudo foi realizado de forma anônima, no dia 21 de outubro de 2021, por meio de um questionário online com 2.023 respondentes. Eles ficaram divididos entre: 48% do Sudeste, 27% do Sul, 14% do Nordeste, 9% do Centro-Oeste e 2% do Norte. O estudo não representa a opinião da FreteBras sobre as movimentações.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro | Foto Miguel Schincariol/AFP
