No Brasil, a aerodinâmica em implementos é atrapalhada pela legislação

Nos caminhões, as montadoras já obtém excelente resultados, com uso de designs cada vez mais eficientes, redução do número de acessórios externos, defletores e até eliminação dos retrovisores. O mesmo é seguido pelas fabricantes de implementos rodoviários, mas isso esbarra em uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito, que impede que os implementos sejam mais econômicos.

Os protetores laterais precisam ser fixados em toda a extensão dos implementos, com duas barras horizontais, geralmente feitas em alumínio. Esses protetores precisam ser resistentes, para suportar grandes impactos e terem a menor deformação possível.

Esse tipo de tecnologia, simples, é usada com sucesso na Europa e Estados Unidos em implementos, e também ganha força nos cavalos-mecânicos aqui no Brasil. Mas a tecnologia poderia chegar aos implementos. Falta uma mudança na legislação, para permitir o uso do dispositivo.

Calotas nas rodas, principalmente traseiras, redução da distância entre o cavalo e a carreta e redução de todos os espaços possibilitariam um consumo de combustível cada vez mais eficiente.

Talvez, a legislação precisasse ser atualizada com maior velocidade para se adequar às novas realidades exigidas pelo mercado, fazendo com que a evolução acontecesse mais rapidamente em todos os segmentos.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
