Fretes rodoviários tiveram crescimento de 37% em 2021

por Blog do Caminhoneiro

Dados da 6ª edição do “Relatório FreteBras – O Transporte Rodoviário de Cargas”, que leva em consideração uma ampla análise de mais de 8 milhões de fretes publicados na plataforma FreteBras em 2021, mostram que o número de cargas que viajaram por rodovias cresceu 37,6% em 2021, na comparação com 2020. O estudo também mostra que o forte movimento de digitalização dos fretes impulsionou o crescimento de transações na plataforma FreteBras, o que tem ajudado empresas a reduzirem os custos do transporte em até 23%, atacando novos mercados e agilizando processos.

“Grande parte desta alta da inflação é puxada pelo preço do combustível, um dos maiores vilões do transporte rodoviário de cargas. O aumento no diesel superou os 48% em 2021, enquanto o preço do frete aumentou só 2%. Porém, percebemos que o mercado de fretes rodoviários não parou, com demandas cada vez maiores, fazendo com que houvesse esse crescimento de mais de 37% em nossa plataforma”, destaca o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

Quando os números de 2021 são comparados com dados de 2019, antes da pandemia, o crescimento é ainda maior, de 123,6%. No ano passado, a região Sul registrou o maior crescimento no transporte de cargas por rodovias, de 38,7%, enquanto no Sudeste, o volume subiu 27,8%. Isso ocorreu devido ao grande número de fretes cadastrados nestas regiões, demonstrando a alta representatividade que ambas têm no total de carregamentos registrados na plataforma.

Digitalização do setor puxou o crescimento dos fretes

A pandemia acelerou a digitalização de vários setores e impactou, principalmente, as micro e pequenas empresas, que tiveram dificuldades para suportar as mudanças impostas pelo novo normal. No segmento de Transportes e Logística, entretanto, a situação foi diferente. Essa transformação impactou positivamente no aumento do volume de fretes em 2021.

Na plataforma da FreteBras, houve um crescimento de 62% na quantidade de novos cadastros de micro e pequenas empresas. Por não terem o empecilho de uma frota própria, esses negócios conseguiram se adaptar rapidamente ao digitalizar os fretes.

“O ano passado marcou uma intensa transformação que foi iniciada em 2020. Isso afetou diversas empresas, que se viram obrigadas a buscar soluções digitais, como a nossa plataforma, para expandir os seus mercados e localidades, além de economizar tempo e gastos. As micro e pequenas empresas tiveram maior facilidade de se adaptar a esse novo cenário em função de seu tamanho e menor investimento em ativos imobilizados, como frotas próprias. Todo esse movimento refletiu diretamente em nosso relatório. O crescimento de novos cadastros dessas empresas foi bastante expressivo e ajudou a movimentar ainda mais o mercado de fretes”, acredita Hacad.

Setores que movimentaram o Brasil em 2021

O estudo da FreteBras analisou três grandes setores que representam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil: o agronegócio, a indústria e a construção.

Segundo o levantamento, o agronegócio puxou a oferta de fretes no período, com 36,6% das cargas registradas na plataforma da FreteBras. O setor movimentou cerca de R$ 23 bilhões em fretes. Os estados mais significativos foram São Paulo (15%), Rio Grande do Sul (14,7%), Paraná (13,5%) e Minas Gerais (10,6%). Os produtos mais transportados foram fertilizantes (31,5%), milho (10,9%) e soja (9,2%). Na comparação entre 2020 e 2021, os fretes do agronegócio aumentaram 46,9%.

Na sequência, os produtos industrializados originaram 28,2% dos fretes anunciados na FreteBras em 2021. Os itens mais transportados no período foram os alimentícios (19%), seguidos por máquinas e equipamentos (11,3%) e siderúrgicos (10%). Os estados de maior destaque foram São Paulo (29,7%), Paraná (13,9%) e Minas Gerais (10,8%). Na comparação com 2020, o setor teve crescimento de 31,1% no volume de transportes em 2021.

Já os fretes de insumos para construção somaram 12,4% das cargas registradas na FreteBras no ano passado. Os produtos mais transportados foram cimento (38,4%), telha (7%) e pisos (6%). Em relação a 2020, houve crescimento de 44,5% no volume de fretes da categoria e os estados que mais carregaram insumos foram Minas Gerais (46,3%), São Paulo (14,4%) e Paraná (6,7%).

Metodologia

Os dados que compõem a 6ª edição do “Relatório FreteBras – O Transporte Rodoviário de Cargas l” têm base no fluxo de dados da FreteBras. Com mais de 640 mil caminhoneiros cadastrados e 17 mil empresas assinantes, os fretes publicados na plataforma cobrem 95% do território nacional.

Para ver todos os dados do estudo, acesse o link https://pagina.fretebras.com.br/relatorio-fretebras-6-edicao.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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