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Caminhão Kenworth resgatou um avião no deserto da Arábia Saudita

Não tem jeito, o caminhão faz parte da vida do ser humano desde que foi criado e continuará estando, pois ele está presente até nas situações mais improváveis, como mostra o artigo de hoje.

Essa história é de 1953, quando um avião da companhia aérea holandesa KLM decolou com destino ao Iraque levando 66 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Em uma altura da viagem, quando já estava sobre os países árabes, a visibilidade ficou ruim e o piloto não conseguiu pousar nos aeroportos da região. Foi então que o avião ficou sem combustível e acabou fazendo um pouso forçado no deserto da Arábia Saudita, a cerca de 43 km da cidade mais próxima, o qual ocorreu com certo sucesso e ninguém ficou gravemente feriado.

Avião acidentado no deserto sendo vigiado por soldados sauditas

Os maiores danos foram no avião, que teve hélices e flaps danificados. E esses itens são indispensáveis para voar novamente, sendo necessário uma reforma na aeronave. Uma operação de resgate envolvendo o exército e a marinha foi realizada para retirar e levar as pessoas aos abrigos e hospitais.

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No entanto, a retirada do avião era uma tarefa um pouco mais complicada. Essa missão ficou a cargo de Ken Webster, um americano que trabalhava na Aramco (Companhia Petrolífera Árabe-Americana) ajudou no resgate e ofertou para retirada da aeronave, um caminhão que a companhia tinha: Kenworth 853.

O avião era enorme, mas o Kenworth 853 também era. Ele foi projetado especificamente para construção o Oleoduto Transárabe na década de 1940. Tinha 7,9 metros de comprimento por 3,65 metros de largura, e utilizava um motor a gasolina Hall Scott de 318 cv. Era equipado com tração integral e podia operar em temperaturas de até 60 ºC, graças a dois radiadores e tanques de combustível com capacidade de mais de 1100 litros. Era considerado um rei do deserto!

Kenworth 853 operando na Aramco

A operação de resgate do avião foi acompanhada pelo governo local e pela companhia aérea. O avião foi içado por três guindastes e colocado em uma carreta especial. Ele pesava menos de 20 toneladas, mas ainda assim havia a preocupação de afundar na areia. Graças ao conjunto com 26 rodas, o peso foi distribuído uniformemente.

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O caminhão com o avião percorreu 43,5 km entre o local de pouso e o aeroporto de Dhahran. Desse total, 11 km foram em deserto e o restante em rodovia pavimentada. Toda a operação foi bem-sucedida e atraiu muita atenção dos curiosos. Os esforços das pessoas envolvidas neste transporte foram muito apreciados: agradecimentos oficiais e palavras de apreço foram recebidos não só da companhia aérea, mas também do próprio fabricante da aeronave. Um representante da Douglas Aircraft Company teria dito que “sua empresa havia produzido centenas desses aviões, mas nenhum deles havia sido transportado por caminhão antes”.

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