Produção de ARLA 32 caseiro pode ser uma solução perigosa

Diante desse momento, algumas transportadoras instalaram equipamentos para produção de ARLA 32 para consumo próprio, tanto de pequenos volumes como em grande escala, desenvolvendo o próprio know-how ou adquirindo-o de terceiros.
Contudo, para a produção do reagente, o cuidado com a qualidade da ureia é primordial e requer análises de laboratório para garantir que uma ureia adquirida no mercando como automotiva realmente atenda às especificações estabelecidas.
Além dos cuidados com a matéria prima utilizada e a instalação e operação dos equipamentos, mesmo que a produção do ARLA 32 seja apenas para consumo próprio, há sempre a necessidade do licenciamento ambiental da unidade (LP, LI e LO), conforme regulamentação municipal ou estadual cabível. A falta dessas licenças de operação pode gerar multa e até mesmo o embargo da produção.
“Mesmo que seja para uso próprio, o cuidado com a qualidade do produto final é essencial, pois pode submeter os veículos a multas e até sua apreensão na estrada para regularização. O uso de ARLA 32 fora de especificação também pode causar sérios danos aos caminhões, causando prejuízos de até R$ 20 mil por catalizador danificado. Ou seja, uma transportadora com 100 veículos EURO V pode vir a ter um prejuízo de R$ 2 milhões”, explica Elcio Farah, diretor adjunto da AFEEVAS (Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul).
