Modo de condução inadequado pode aumentar em até 75% o consumo de combustível




Um estudo realizado pela Cobli – startup paulistana de gestão de frotas, telemetria e roteirização – revelou uma das principais variáveis que impactam no consumo de combustível dos veículos.

De acordo com o levantamento, que analisou dados compilados de cerca de 340 mil quilômetros rodados por veículos leves (todos 1.0) e pesados, quanto maior o tempo que o condutor passa variando a velocidade, ou seja, sem manter uma velocidade constante, maior será o gasto de combustível.

Ainda segundo a pesquisa esse comportamento gera em média um consumo de combustível 40% maior nos veículos pesados, podendo chegar a 75% em casos extremos. Já nos veículos leves, o consumo a mais pode ser em média de 30% a 50%.

“Imagine um comportamento totalmente oposto do piloto automático, que mantém o veículo com uma velocidade constante sem necessidade de intervenção do condutor. Na prática, motoristas que aceleram e desaceleram com mais frequência têm o pior consumo de combustível”, explica Rodrigo Mourad, sócio da empresa.

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Os números foram obtidos depois de um estudo de caso feito com mais de 18 milhões de pontos de dados de empresas parceiras da startup de controle de frotas, como a Supricel Logística LTDA. Para Victor Schnor Olmos (24), coordenador operacional da transportadora, com os dados obtidos eles terão a possibilidade de atuar diretamente no modo de condução dos motoristas de forma muito rápida e precisa.

“Além da questão da economia, vemos que é um grande benefício tanto para a segurança nas estradas, quanto para o meio ambiente”, comenta Victor.

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De acordo Fernando Stefanini, engenheiro de software da Cobli, as análises mostraram que 95% da variação do consumo de combustível foi explicado pela questão da velocidade constante. O pesquisador afirma que apenas com a melhoria desse tipo de atitude em mil carros, por exemplo, seria possível deixar de emitir 5 toneladas de CO2, salvar 30 mil árvores e poupar 6 milhões de reais todos os anos.

“Nossa ferramenta de trabalho é o motorista. Então, nosso foco são nas pessoas. O que pudermos fazer para transformar essa economia em auxílio de fluxo de caixa, benefícios e gratificações para os motoristas, nós vamos fazer!”, finaliza Frederico de Oliveira Terrini (36), coordenador de tecnologia da Supricel.




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