Bolsonaro demite Presidente da Petrobras, mas preço dos combustíveis não deve baixar

Joaquim Silva e Luna foi demitido do cargo de Presidente da Petrobras nesta segunda-feira, 28 de março. O economista Adriano José Pires Rodrigues deverá assumir o cargo. A principal motivação para a troca do comando da estatal é pelos sucessivos aumentos dos valores dos combustíveis, que tem sido uma grande fonte de descontentamento da população com o Governo Federal.

Por meio de nota, a Petrobras informou que recebeu o ofício do Ministério das Minas e Energia. O novo nome indicado deverá ser levado para a Assembleia Geral Ordinária da Petrobras, que será realizada no dia 13 de abril de 2022.

Adriano Pires é graduado em economia pela UFRJ com mestrado em Planejamento Energético pela COPPE/UFRJ e doutorado em Economia Industrial pela Universidade Paris XIII. É Diretor-Fundador do Centro Brasileiro de InfraEstrutura (desde jan/2000), tendo sido Professor Adjunto do Programa de Planejamento Energético (COPPE/UFRJ) (1983-2009). Atuou como Assessor do Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo (2001) e exerceu os cargos de Superintendente de Abastecimento da Agência Nacional do Petróleo (dez/1998-ago/1999) e Superintendente de Importação e Exportação de Petróleo, seus Derivados e Gás Natural da Agência Nacional do Petróleo (abr/1998 – nov/1998).

O economista defende a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, para evitar o repasse dos aumentos de preços nos momento de instabilidade no mercado internacional.

Ele não deverá interferir diretamente no atual Preço de Paridade Internacional (PPI), usado pela Petrobras para realizar os reajustes dos combustíveis no mercado interno, que leva em consideração o valor do Dólar e do barril do petróleo no mercado internacional.

Adriano Pires será o terceiro presidente da Petrobras desde que Bolsonaro assumiu o governo, em 2019. Antes de Joaquim Silva e Luna, Roberto Castello Branco ocupava o cargo na estatal.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro | Imagem de Agência Senado/Geraldo Magela

1 comentário

Diego Konzen 30/03/2022 - 07:38

“O que que adianta se não adianta nada”.

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