Ele era um romântico inveterado. Caminhoneiro dedicado e inteligente. Dirigia bonito cavalo trucado. Fiat cento e noventa muito potente. O cavalo Fiat, cabina cor preta.
Autor: Roberto Dias Alvares
Orlando era homem apaixonado. Por uma mulher e por caminhão. Tinha por ambos, sonho dourado. A bordo do estradeiro levar sua paixão. Trabalhava sonhando com
A bordo do meu FH16 Volvo. Viajei por todo meu Brasil. Vi a diversidade desse povo. Gente digna, honesta e com brio. Saí do Rio
Essa é a história do carreteiro Lourenço. Homem corajoso, valente e de grande fé. Generoso, tinha um coração imenso. Dirigia bonito cavalo Scania Jacaré. A
Quem vê aquele cavalo antigo Puxando semirreboque carregado. Pensa que para o motor é um castigo. Não sabe que ele é transformado. Mercedes Benz L
Foi na Serra do Cadeado. que aconteceu esta passagem. Caminhão bem carregado. descia, seguindo viagem. José, caminhoneiro religioso. fazia sempre sua oração. Naquele trajeto perigoso
O asfalto liso e sem buracos. É um convite à velocidade. Ser caminhoneiro não é para os fracos, Tem de ser bom de braço na
Dezenove trinta e quatro branco e azul. Por este país, já rodou por todo canto. Cavalo mecânico, semirreboque baú. Onde passa, causa admiração e
O campo dourado, pronto para colheita, É devorado pela faminta colheitadeira. Aguardando para ser carregada, uma carreta. O motorista descansa à sobra de uma paineira.
Naquela grande madeireira que usava madeira de reflorestamento conseguia manter-se dessa maneira em avançado desenvolvimento. O proprietário do empreendimento chamava-se senhor Alan. Para ele trouxe
Foi ali pela década de oitenta. A cultura da cana começou a prevalecer. Tirá-la da roça, nem todo caminhão aguenta. Um deles, eu quero enaltecer.
Chega ao final dois mil e vinte. Dizem que foi um ano para se esquecer. Mas fica a pergunta, como será o ano seguinte? Consegui
